O essencial da operação de siluros no Tejo:
Os dados recolhidos surpreenderam os investigadores do projeto europeu Life Predator: o volume total de peixe removido (cerca de 2,3 toneladas) ultrapassou em mais de três vezes o valor inicialmente previsto. A análise dos resultados aponta agora para uma possível população superior a um milhão de siluros adultos distribuídos por várias albufeiras da bacia do Tejo, de acordo com o Público.
Intervenção juntou dezenas de operacionais ao longo do rio
A operação decorreu numa extensão de cerca de 4,5 quilómetros, entre a ponte de Belver e a barragem de Ortiga, envolvendo cerca de 70 participantes, incluindo investigadores, pescadores profissionais, técnicos ambientais e forças de segurança.
O objetivo era reduzir a presença do siluro, um predador de grande porte que se tem expandido nos rios portugueses. No entanto, os resultados revelaram uma densidade muito superior à estimada.
O que é o siluro e porque preocupa os especialistas?
O siluro é um peixe de grandes dimensões originário de rios da Europa de Leste, considerado uma das espécies invasoras mais problemáticas em ecossistemas fluviais europeus, segundo o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE).
Esta espécie destaca-se pela longevidade, crescimento rápido e elevada capacidade reprodutiva. Uma única fêmea pode produzir dezenas de milhares de ovos por ano. O impacto ecológico é significativo, já que o siluro se alimenta de espécies nativas como enguia-europeia, sável e lampreia, fundamentais para o equilíbrio dos rios.
Apesar da dimensão do problema, os investigadores consideram que a operação demonstrou capacidade de intervenção eficaz, ao permitir a remoção de grandes quantidades de peixe num curto espaço de tempo.
Pontos a reter:
- Foram retirados 254 siluros num único dia no Tejo.
- A operação resultou em 2,3 toneladas de peixe capturado.
- Investigadores admitem uma possível população de mais de um milhão de exemplares.
- O siluro é uma espécie invasora predadora sem inimigos naturais em Portugal.
- A espécie ameaça peixes nativos como enguia, sável e lampreia.
- A intervenção envolveu cerca de 70 participantes e várias entidades nacionais e científicas.
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