Essencial sobre polémica de exame de Português

O exame nacional de Português do 12.º ano, realizado esta terça-feira, está a ser alvo de controvérsia depois de terem sido detetadas semelhanças com um exercício presente num livro de apoio da editora Leya.


Professor levanta questão

Segundo escreve a SIC Notícias, a prova pedia aos alunos a realização de uma apreciação crítica de um cartoon, uma tarefa que, segundo vários professores, segue muito de perto a estrutura e os critérios de um exercício já existente no manual, incluindo o número de pontos exigidos e o limite de palavras.

Para o professor e escritor António Carlos Cortez, esta coincidência pode ter criado desigualdades entre alunos, uma vez que quem estudou pelo manual em questão poderia estar em vantagem relativamente aos restantes.

Ministério da Educação justifica coincidência com popularidade do cartoon

Em resposta à SIC Notícias, o Ministério da Educação esclarece que a elaboração do exame foi anterior à publicação do livro de exercícios da Leya. Garante ainda que nem a autora do manual nem a editora tiveram acesso antecipado à prova.

As entidades responsáveis explicam que a semelhança poderá estar relacionada com a forte disseminação e utilização do cartoon em contextos pedagógicos.

Foi ainda confirmado que tanto o exame como o manual apresentam os mesmos parâmetros formais, como o limite de palavras e a estrutura da resposta.

Debate sobre exames nacionais e equidade volta a ganhar força

A situação reacende a discussão sobre a justiça dos exames nacionais, a uniformização dos critérios de avaliação e a preparação dos alunos para o ensino superior em Portugal.

Perguntas frequentes - Polémica com exame nacional


Porque está o exame de Português do 12.º ano em polémica?

Devido às semelhanças entre um exercício da prova nacional e um exercício presente num manual da editora Leya.

O que está em causa na comparação entre o exame e o manual?

A estrutura da resposta, o tipo de análise pedida e os critérios, que são praticamente idênticos.

O Ministério da Educação confirma alguma irregularidade?

Não. O Ministério garante que o exame foi feito antes da publicação do manual e sem acesso prévio da editora.

Isto pode ter dado vantagem a alguns alunos?

Alguns especialistas defendem que sim, caso tenham estudado pelo manual em questão.

O que dizem os professores sobre a prova?

Há críticas à simplificação do exame, embora também haja quem considere que está alinhado com o programa escolar.



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