O essencial

  • Nuno Ribeiro revela um lado mais íntimo e fala da importância da família e da namorada.
  • Conta como começou na música, ainda criança, na banda da família.
  • Confessa a paixão pela cozinha e admite que já tentou recriar pratos dos seus restaurantes favoritos.
  • Explica porque nunca deixaria de fazer música, mesmo que fosse apenas para outros artistas.


"Eu gosto que ela seja das poucas pessoas a conhecer esse Nuno"

Apesar de ser uma figura pública, Nuno Ribeiro admite que há uma versão dele que poucas pessoas conhecem.

O cantor explica que gosta de manter alguma privacidade e que a namorada faz parte desse pequeno círculo que conhece o "verdadeiro Nuno", longe dos palcos, dos concertos e das redes sociais.



A cozinha é onde consegue desligar a cabeça

Entre concertos e composições, há uma atividade que o faz esquecer tudo o resto: cozinhar.

O algoritmo do Instagram e do TikTok entrega-lhe quase exclusivamente vídeos de culinária e não é por acaso. Nuno gosta de experimentar receitas, investir em bons ingredientes e preparar refeições em casa.

Conta até que chegou a visitar várias vezes o mesmo restaurante para perceber todos os sabores de um prato e conseguir reproduzi-lo. Hoje, essa receita tornou-se uma das mais pedidas por quem vai jantar a sua casa.

E admite que já pensou seriamente em abrir um restaurante, embora os amigos o aconselhem a não seguir esse caminho por exigir demasiado tempo.



Dos cabos aos palcos

Muito antes dos grandes concertos, Nuno começou por desempenhar outra função.

Era o "enrola cabos" da banda da família, composta pelo pai, pela irmã e pelo irmão, que animava casamentos, batizados e festas.

No início cantava apenas uma música por atuação. Aos 13 anos passou a integrar a banda como cantor.



O sonho continua, mesmo depois do The Voice

Nuno recorda que entrou no The Voice com uma visão muito ingénua da indústria musical.

Achava que tudo acontecia rapidamente e que bastava mostrar o talento para a carreira arrancar.

Hoje conhece melhor a realidade do mercado, mas garante que continua a ser um sonhador.



"Só quero continuar a fazer música"

Mesmo que um dia deixasse de cantar, Nuno diz que nunca abandonaria a música.

Não teria qualquer problema em escrever exclusivamente para outros artistas, algo que já faz há vários anos.

É autor de temas como "Chuva de Amor", dos Calema, participou em várias músicas do álbum de Nininho Vaz Maia, escreveu também para Nelson Freitas e revela que há novos temas prestes a ser conhecidos.

Confessa, no entanto, que houve uma fase em que escrever para outros artistas deixou de lhe dar prazer, porque passou a sentir que escrevia por obrigação. Fez uma pausa para se reencontrar e voltou a fazê-lo apenas quando recuperou esse entusiasmo.



Se ganhar o Euromilhões, ninguém vai saber

Questionado sobre o que faria se ganhasse o Euromilhões, a resposta foi imediata.

Ninguém iria perceber.

Garantiu que manteria exatamente o mesmo estilo de vida. A grande diferença seria outra: usar esse dinheiro para produzir o maior concerto da sua carreira e continuar a fazer aquilo de que mais gosta.



"Tudo o que os meus pais fizeram eu não vou conseguir retribuir"

Ao falar da família, Nuno emociona-se.

Reconhece o esforço que os pais fizeram ao longo dos anos para que pudesse seguir o sonho da música e acredita que nunca conseguirá retribuir verdadeiramente tudo o que recebeu.

É uma gratidão que diz carregar todos os dias.



Um elogio continua a deixá-lo desconfortável

Apesar do sucesso, Nuno Ribeiro admite que continua sem saber lidar com elogios.

Prefere focar-se no trabalho e manter os pés assentes na terra, até porque, como diz, gosta de ter sempre algum dinheiro de parte. Nunca sabe o que a vida pode reservar e prefere estar preparado para qualquer cenário.




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