O essencial:
Um estudo desenvolvido por investigadores japoneses analisou a forma como o cérebro reage durante a condução de diferentes tipos de veículos e identificou diferenças na atividade cerebral entre carros com caixa manual e automática. O estudo sugere que o nível de envolvimento exigido na condução pode influenciar a forma como algumas áreas do cérebro são ativadas, de acordo com o Carscoops.
Condução manual exige mais estímulo mental
A investigação foi liderada pelo neurocientista Ryuta Kawashima, da Universidade de Tohoku, e indica que conduzir um automóvel com caixa manual requer um nível mais elevado de coordenação motora e atenção constante.
Carros automáticos reduzem exigência de coordenação
Nos veículos com caixa automática, essa gestão é mais simples, já que o condutor não precisa de realizar mudanças de velocidade de forma contínua.
Os investigadores referem que esta diferença pode traduzir-se num menor envolvimento de algumas áreas cerebrais durante a condução, embora sublinhem que isso não tem impacto na segurança rodoviária.
Estudo ligado ao envelhecimento e funções cognitivas
A equipa de Kawashima tem vindo a estudar formas de estimular funções cognitivas em populações mais envelhecidas, numa linha de investigação relacionada com o envelhecimento demográfico no Japão. O objetivo é compreender de que forma atividades do quotidiano podem ajudar a manter o cérebro mais ativo ao longo do tempo.
Caixa manual ainda presente na Europa
Apesar do crescimento dos automóveis automáticos, sobretudo nos modelos mais recentes, a caixa manual continua a ser dominante em vários países europeus, incluindo Portugal, onde ainda representa uma parte significativa da frota em circulação.
Os investigadores sublinham que são necessários mais estudos para perceber com maior precisão os efeitos destas diferenças a longo prazo.
Pontos a reter:
- Estudo japonês indica maior atividade cerebral na condução com caixa manual.
- A coordenação entre embraiagem e mudanças pode estimular áreas do cérebro.
- Caixas automáticas reduzem a necessidade de intervenção constante do condutor.
- A investigação está associada ao envelhecimento e às funções cognitivas.
- Ainda não existem conclusões definitivas sobre efeitos a longo prazo.
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