O essencial:

Portugal continental encontra-se em situação de alerta desde as 00h00 de sexta-feira, 3 de julho, até às 23h59 de segunda-feira, 6 de julho. A medida foi decretada pelo Governo devido ao agravamento do risco de incêndios rurais e implica várias restrições à circulação, aos trabalhos no campo e à utilização de fogo, de acordo com o Notícias ao Minuto.


O que está proibido durante a situação de alerta?

Durante este período, entram em vigor várias medidas para reduzir o risco de incêndio, segundo um comunicado do Governo. Entre as principais proibições estão:

  • Circular ou permanecer em determinadas zonas florestais identificadas nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
  • Realizar queimadas ou queimas de sobrantes agrícolas, mesmo que já existisse autorização.
  • Executar trabalhos em espaços florestais com maquinaria, exceto quando relacionados com o combate aos incêndios.
  • Utilizar motorroçadoras com lâminas metálicas, corta-matos, destroçadores e outras máquinas semelhantes em zonas rurais.
  • Lançar fogo-de-artifício ou utilizar qualquer outro tipo de artefacto pirotécnico.


Incêndio em Vouzela continua a preocupar as autoridades

A situação mais preocupante regista-se no incêndio que deflagrou em Vouzela e que já alastrou aos concelhos de Oliveira de Frades, Tondela e Águeda.


Durante a madrugada, as chamas chegaram a ameaçar habitações e obrigaram à evacuação parcial de uma aldeia. O vento forte dificultou o combate ao fogo, que continua com várias frentes ativas, de acordo com a SIC Notícias.


Segundo as autoridades, mais de 900 operacionais, apoiados por 288 veículos e oito meios aéreos, continuam mobilizados no terreno.



Que atividades continuam autorizadas?

Apesar das restrições, algumas atividades consideradas essenciais podem continuar a ser realizadas, como indica o comunicado. Entre elas estão:

  • Trabalhos agrícolas indispensáveis, como regas, podas, colheitas, fertilizações ou alimentação de animais, desde que decorram em locais seguros e sem risco de ignição.
  • Extração manual de cortiça e recolha de mel, desde que não sejam utilizados materiais incandescentes.
  • Obras de construção civil consideradas inadiáveis, desde que sejam adotadas medidas de prevenção.
  • Colheitas mecanizadas e operações florestais realizadas entre o pôr do sol e as 11h00, desde que comunicadas previamente ao Serviço Municipal de Proteção Civil e cumpram as regras de segurança.


Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), 13 distritos encontram-se sob aviso vermelho devido ao calor extremo: Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal e Viana do Castelo.



Pontos a reter:

  • Portugal continental está em situação de alerta até às 23h59 de 6 de julho.
  • Estão proibidas queimadas, fogo-de-artifício e vários trabalhos com maquinaria em zonas rurais e florestais.
  • Algumas atividades agrícolas e de construção continuam permitidas, desde que cumpram condições específicas.


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