Esty... a vida frágil de uma mulher forte. A história que não passou despercebida e está sensibilizar quem a vê.
É uma história que desconcerta e que encanta, ao mesmo tempo, porque põe lado a lado a fragilidade e a força, numa concorrência crua mas também ingénua. E desconcerta e encanta ainda mais porque a história de “Unorthodox” é inspirada na história real de Deborah Feldman que escreveu, em 2012, um livro autobiográfico chamado “Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots”, um best-seller nos EUA.
Agora, adaptado para uma minissérie, é Shira Haas, uma jovem israelita de 24 anos, quem tem o papel principal em “Unorthodox” e é quem nos mostra, com uma representação notável, como a fragilidade concorre com a força e se transforma em determinação e demonstra ainda como é mais difícil a libertação das “prisões” interiores do que das exteriores.
Quase toda falada em iídiche, uma língua de origem germânica usada por comunidades de judeus, assistimos na série “Unorthodox”, por um lado, ao rigor dos costumes e da hierarquia da comunidade de Williamsburg, um bairro judaico ultraconservador de Brooklyn, em Nova Iorque, e, por outro, a toda a realidade tal como a conhecemos. É deste enclave num mundo moderno que Esty se quer soltar.
Nesta história, sem glamour mas com enlevo, e nestes dois mundos opostos que convivem e se opõem, vemos na frágil Esty, Esther Shapiro, inspirada em Deborah Feldman e interpretada por Shira Haas, como pode nascer, num mundo adverso, uma determinação inabalável.
O mergulho de Esty no lago é uma das cenas mais fortes de "Unorthodox"...



