Pode parecer um pouco estranho porque, em princípio, estes mesmos pais foram criados e educados, eles próprios, sem smartphone. Por isso, era só andar com a memória um pouco para trás e lembrarem-se, por exemplo, das tardes a jogar à bola, a correr à apanhada, a jogar jogos ou às cartas com os amigos ou em casa, a pintar, a ler livros ou até mesmo a ver televisão.

E, portanto, na verdade, era – caso quisessem – fazer o mesmo com os seus próprios filhos. Claro que a presença de um smartphone facilita – e muito – as coisas, já que simplifica o acesso a um gigante número de conteúdos que entretêm as crianças.

A hora das refeições pode ser a mais problemática e, aí, o telemóvel pode resolver a questão da distração, enquanto a colher da sopa entra pela boca dentro.


Tirando estes motivos de entretenimento para as crianças, pais e mães usam os smartphones para muitas outras coisas relacionadas com os filhos.


Certo é que um estudo, feito no Reino Unido, revelado no New York Post, diz que 43% dos pais e mães inquiridos admitem não saber como, antes, se criavam e educavam os filhos sem smartphone.



A pesquisa contou com mil mães e pais com filhos até aos 6 anos de idade. Outro dado deste estudo diz que 61% dos inquiridos admitem que “o telemóvel é a ferramenta mais útil na criação dos filhos.”


Estes pais e mães dizem que usam os telemóveis como “um complemento essencial para a sua família. Desempenha o papel de animador, médico, conector e muito mais, no seu dia-a-dia”. Fazem compras para os filhos através do smartphone e descarregam conteúdos para as crianças. Quanto aos próprios pais, os telemóveis são – segundo o mesmo estudo – usados para tirar fotografias, ver a meteorologia e enviar mensagens pelo WhatsApp.


Portanto, uma boa fatia do uso dos telemóveis, para estes 1000 progenitores inquiridos, é em função dos seus filhos e é por esta razão que 34% deles dizem que tiveram de aumentar os dados mensais dos seus equipamentos.