Foi a 6 de maio do ano passado que o rei Carlos III subiu ao trono do Reino Unido, ao fim de 70 anos.
A coroação foi transmitida em todo o mundo e milhares e milhares de pessoas, sobretudo, britânicos, desejaram uma vida longa ao agora rei.
Esperam que, pela genética, o rei viva tantos anos como o pai, Duque de Edimburgo, que morreu com 99 anos, e a mãe, Isabel II, que partiu aos 96 anos.
Só que, infelizmente, Carlos teve um revés na sua saúde e está a lutar, atualmente, contra um cancro.
A notícia foi tornada pública, esta segunda-feira, pelo Palácio de Buckingham, que emitiu um comunicado sobre o estado de saúde do monarca.
O diagnóstico surgiu uma semana depois de o rei ter sido submetido a uma cirurgia para tratar uma hiperplasia benigna da próstata. Foi durante este procedimento e através de vários exames que os médicos identificaram "uma forma de cancro".
No entanto, o comunicado do Palácio de Buckingham assegurou que o cancro não está relacionado com a próstata.
Sabe-se que Carlos III começou os tratamentos, esta segunda-feira, que está "totalmente positivo e (...) espera retomar o serviço público o mais rápido possível”.
Para já, vai manter-se afastado de eventos reais durante esta fase, mas pretende continuar a "tratar dos assuntos de Estado e da documentação oficial como habitualmente".
Assim que se soube da notícia, os meios de comunicação britânicos fizeram uma cobertura intensiva sobre o sucedido.
Entre muitos comentadores, uma das muitas pessoas que se manifestou sobre a doença do rei Carlos III foi Paul Burrell, que ficou conhecido por ser ex-mordomo da princesa Diana.
Em declarações ao New York Post, o homem, que trabalhou com Diana durante 10 anos, avançou que Carlos "deverá abdicar do trono nos próximos 10 anos".
Escreveu o mesmo jornal que o monarca, de 75 anos, vai "renunciar ao trono mais cedo para dar lugar a William, de 41 anos".
Para este ex-mordomo, o rei vai seguir o mesmo caminho que a rainha Margarida II, da Dinamarca, que abdicou do trono aos 83 anos.
"Não creio que ele queira continuar a ser rei quando os chefes coroados da Europa descobrirem que podem entregar o trono aos seus herdeiros e vê-los tornarem-se monarcas e a desfrutarem disso", disse Paul Burrell.
(Imagens: Reuters)