Prova de aferição de 2.º ano gera polémica por pedir aos alunos que imitem "um sapo cego e uma minhoca"
ALGUMAS PERGUNTAS DA PROVA DE AFERIÇÃO DE EXPRESSÃO PLÁSTICA DO 2.º ANO LEVARAM VÁRIOS PROFESSORES A CONTESTÁ-LAS
À semelhança daquilo que acontecia há alguns anos, em que as provas de aferição se realizavam no 4.º e no 6.º anos, a partir de 2016, o Ministério da Educação decidiu que os alunos dos 2.º, 5.º e o 8.º anos passariam a fazer essas mesmas provas, tal como contou, na altura, o Observador.
De 2016 até ao momento, são já vários os alunos destes três anos de escolaridade que foram testados nestas provas de aferição.
No entanto, em especial, este ano, a prova de aferição de Expressão Artística do 2.º ano está a dar muito que falar.
Os alunos que a realizaram, esta quinta-feira, tiveram de imitar "os movimentos e sons produzidos por uma minhoca e por um sapo cego", tal como deu conta o site Executive Digest.
Esta pergunta acabou por gerar polémica e uma onda de críticas por parte de vários professores. Exemplo disso mesmo foi uma publicação escrita por uma professora, que o fez no Facebook.
Na rede social, a professora deu alguns "exemplos do que tem pedido o Ministério da Educação nas provas de aferição, 2.° ano". Estes são, de acordo com esta docente:
"Exemplo 1: Alguém sabe imitar o som produzido pela minhoca e pelo sapo cego?? Pois... Os alunos do 2.º ano devem saber, visto ser uma das questões da prova de aferição de Educação Artística. Face a isto, rimos ou choramos?
Exemplo 2: "Atravessar um banco sueco ao contrário (invertido claro!!) de forma quadrúpede".
Além destes exercícios, o site Executive Digest deu conta ainda de outro que "pedia às crianças que fizessem uma escultura em pé, recorrendo a uma folha de papel".
Conta o mesmo site que, "em vários grupos, os docentes consideraram que a insanidade das provas de aferição atingiu todo o seu apogeu e que as perguntas não são adequadas ou em linha com os conteúdos ensinados aos alunos". Houve também quem apelasse a um boicote às provas por parte dos pais, de acordo com o Correio da Manhã.
Por oposição, uma outra professora do 1.º ciclo contrariou as críticas e disse, em declarações ao Correio da Manhã, que a prova foi "interessante" e "muito extensa" para o tempo disponível (uma hora e meia para a parte de expressão dramática e musical e 45 minutos para expressão plástica). Esta docente apenas contestou a "obrigatoriedade de os alunos do 2.º ano fazerem em computador as provas de Matemática, Português e Estudo do Meio, que estão marcadas para junho".
A propósito da obrigatoriedade das provas de aferição, os professores entraram, esta sexta-feira, em greve, com o objetivo de contestá-la, sendo que assim estarão até dia 11 de maio.
Novo barulho em jogo, novos palpites errados... Sem outro método de deslocação, homem anda de cadeira de rodas em estrada nacional em Vila do Conde Será que faz mal comer comida queimada? Este país prepara-se para banir os cigarros eletrónicos Levar ou não um bebé para um casamento? Atriz portuguesa pede ajuda Será um telemóvel? Quadro de 1860 mostra mulher que parece estar com um telemóvel Heidi Klum divide opiniões depois de posar em lingerie com a filha para uma campanha No último concerto dos D'ZRT em Lisboa, as pessoas surdas puderam sentir as músicas de forma especial É nesta praia portuguesa que podes encontrar a água mais quente do país