O salmão é um dos peixes mais consumidos no mundo, muito apreciado não só pelo sabor, mas também pelos seus benefícios para a saúde, nomeadamente devido ao alto teor de ácidos gordos ómega-3. No entanto, há um lado menos conhecido deste peixe que deve preocupar os consumidores: o salmão pode conter mais de 70 tipos de parasitas. Esta informação foi revelada por um artigo do jornal grego "Newsbomb", que alerta para os riscos associados ao consumo deste peixe.
A razão pela qual o salmão pode albergar tantos parasitas está relacionada com o seu ciclo de vida. Quando ainda jovens, os salmões costumam permanecer em áreas costeiras, onde entram em contacto com mamíferos marinhos, que são os principais hospedeiros destes parasitas. Esta interação cria o ambiente ideal para a proliferação e transmissão dos parasitas.
Além dos parasitas naturais que o salmão pode conter, as condições em que o peixe é criado nas fazendas de aquicultura também levantam preocupações. O salmão de viveiro, que é o mais comum no mercado, é alimentado com uma dieta processada, composta maioritariamente por farinha de peixe e vários aditivos químicos. Para prevenir doenças, os tratadores costumam usar pesticidas e antibióticos, muitos dos quais acabam na superfície do peixe e, eventualmente, no corpo dos consumidores.
A diferença entre o salmão selvagem e o de viveiro é significativa. O salmão selvagem é alimentado de forma natural e tem um perfil nutricional mais equilibrado. Já o salmão de viveiro contém mais gorduras prejudiciais e impurezas tóxicas. Por exemplo, o salmão de viveiro tem cerca de 212 calorias por 100 gramas, enquanto o salmão selvagem apresenta apenas 115 calorias na mesma quantidade.
Apesar destas preocupações, muitas pessoas continuam a consumir salmão devido aos seus benefícios, especialmente ao seu alto conteúdo de ómega-3. No entanto, os especialistas sugerem alternativas, como as sardinhas, que também são ricas em ómega-3 e apresentam menos riscos à saúde.
Embora o salmão seja uma excelente fonte de proteínas e minerais essenciais como o iodo, magnésio, fósforo, selénio, ferro e cálcio, é importante estar ciente dos riscos que pode apresentar, especialmente quando é consumido recorrentemente.