A incrível história dos postais de Natal que já ninguém envia

As mensagens de Natal que agora enviamos por telemóvel foram, durantes décadas, escritas em postais

Ana Margarida Oliveira
Ana Margarida Oliveira


Em total vias de extinção, os postais de Natal foram, durante décadas e décadas, apesar de haver telefone, a forma que todos usavam para desejar feliz Natal e boas Festas aos amigos.

Na verdade, era mesmo uma tradição.

Na semana antes do Natal, era habitual comprar vários postais, escrever uma mensagem e depois ir até ao correio, colocar selos e enviar aos amigos ou até à família que vivia mais longe.

Também entre empresas ou aos contactos profissionais mais formais era costume enviar postais de Natal.

Estes com logótipo e imagem própria da empresa.

Naturalmente, hoje todos usamos as redes sociais, nas suas diversas formas, para enviar os nossos desejos de Feliz Natal, mas nem sempre foi assim.

Hoje, 9 de dezembro, é o dia dos postais de Natal, um conceito que, possivelmente, os mais novos nem percebem bem.

O inventor deste tipo de cartão foi John Callcott Horsley, um desenhador. Em 1843, Sir Henry Cole encomendou ao desenhador inglês mil cópias de cartões pintados à mão e pôs à venda em Londres, com a frase “Merry Christmas and a Happy New Year”.



Em boa parte, a tradição de enviar postais de Natal foi bastante impulsionada pela rainha Vitória que, juntamente com o marido, o príncipe Alberto, começou a criar, uns anos depois, por volta de 1850, os próprios postais da família real junto da árvore de Natal.

Tradição esta levada pelo príncipe Alberto da Alemanha para Inglaterra, tal como o seu primo direito, casado com a rainha portuguesa D. Maria II, trouxe para Portugal.

Se a rainha enviava postais de Natal, os ingleses também quiseram começar a fazê-lo.

A indústria dos postais de Natal cresceu, o hábito espalhou-se pelo mundo e manteve-se até há uns anos, quando as nossas boas festas começaram a ser enviadas eletronicamente.

Feliz Natal!




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